quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Estava vendo Felicity, um seriado norte-americano muito inspirador pra quem busca entender o que é a vida, e fiquei pensando no que a ex-professora da Felicity disse para ela, através de uma fita cassete – que a forma, a qual elas se correspondem, gravando o que dizem uma a outra ou invés de escrever.
Passamos anos tentando entender quem somos. Tentando encontrar um lugar em que possamos nos encaixar. Quando encontraremos a resposta? Talvez passemos a vida tentando encontrar. Talvez encontremos, mas logo perdemos, pois já não seremos mais a pessoa que estávamos procurando.
A vida e nós somos uma constante mutação que não para, nem mesmo quando partimos. Esse é o que mais me atrai na vida. A incerteza de um novo amanhã. A incerteza de quem sou. A incerteza do mundo ao meu redor que oscila sem cessar como as ondas do mar. De onde vêm essas oscilações, eu não sei. Mas são eles que movem o mundo, os mistérios. Se soubéssemos de tudo, se tivéssemos todas as respostas provavelmente viveríamos no tédio, como se todas as pessoas fossem iguais e pensassem iguais. O mundo seria uma loucura monótona e tediosa.
Cada vez que descubro algo sobre mim, este algo muda em mim. É que nem aquele ditado “quando acho que tenho todas as respostas vem o universo e muda todas as perguntas”. E é bem isso que acontece. O mundo gira dessa maneira, não dá para girar em sentido contrário. Dá para tentar girar ao contrário, mas a natureza se encarregará de trazê-lo de volta ao curso certo. Apesar de eu ser contra uma forma certa de pensar, de sentir, de opinar, de viver. Porque não existe o que seja certo e errado. Só existem opiniões que se divergem. O certo pra mim pode ser errado pra ti. E vice-versa. Às vezes, as opiniões são parecidas, semelhanças que se encontram e assim que surge a amizade e os grupos sociais, que não passam de convenções semelhantes entre os indivíduos de uma mesma sociedade.
Tudo isso me faz lembrar a caixa. Mas isto é outra história.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Entrar pra dentro de mim

Sei que deixar os problemas de lado,
esquecê-los, não vai adiantar.
Mas bem que eu gostaria de tentar
e toda felicidade, a qual puder me agarrar
vou perseguir sem sessar.
Mesmo que tenha que me esconder em mim,
farei o que estiver ao meu alcance.
Fugir, esconder, sumir, desaparecer.
Entrar pra dentro de mim
e não sair mais,
até que esteja seguro novamente
e puder recomeçar.

Carina Freitas da Rosa