sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A dorzinha da saudade

Saudade, dorzinha que não passa
com apenas um sorriso;
dorzinha que não aceita
apenas um carinho;
dorzinha que não se contenta
com apenas um "oi";
dorzinha que não sossega,
enquanto não vê;
dorzinha que só se apazigua
com quem se ama.


Carina F. da Rosa

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Das coisas nascem coisas

"Das coisas nascem coisas" de Bruno Munari, é um livro muito interessante que peguei na biblioteca um pouco antes das férias de julho para me distrair um pouco e para saber mais sobre a área que estou me profissionalizando, que é o DESIGN. E descobri uma porção de coisas novas e interessantes. É de uma liguagem de fácil compreensão, gostosa e divertida de se ler.


Joseane Maria Parice Bufalo professora de creche da rede municipal de Campinas e doutoranda da FE/Unicamp descreveu:
"Sua leitura é peculiar, pois tem uma organização inovadora entre os seus conteúdos e o modo como são apresentados. Com formatos de letras em vários tamanhos, em vários sentidos, e não obrigatoriamente como no código de leitura ocidental que se dispõe da esquerda para a direita. Além de muitas imagens em fotos, em desenhos técnicos de projetos, fotomontagens, desenhos artísticos, imagens de sistema gráfico de comunicação visual e esquemas. Dizendo assim, pode até parecer um receituário ou um manual, mas não se trata disso, e sim, de um texto que nos leva a rememorar conhecimentos e a construir outros.
Ao trabalhar desta maneira, o autor polariza com o nosso olhar treinado para as formas bidimensionais, que compõe o universo da leitura e da escrita e propõe um rompimento nessa forma de as pessoas verem o mundo, no sentido de enxergarem dimensões novas, ou por vezes esquecidas, ou ainda não utilizadas nas construções de projetos.
O pano de fundo que permeia esta obra é a questão da metodologia de projetos. E Munari aborda este assunto afirmando que é necessário ter conhecimentos sobre metodologia, enfatizando também, e não apenas, a utilização da criatividade na construção de um objeto. Mas que ela não deva ser uma improvisação sem método.
Como parte desta metodologia, o autor debate nos diferentes campos do conhecimento com temas tais como: culinária, mobiliário, espaços públicos e privados, objetos de trabalho, objetos de decoração, brinquedos, jogos, livros, veículos, ruas e imagens em geral."
Recomendo a leitura!

domingo, 3 de agosto de 2008

A chuva que cai nem sempre é ruim

A chuva é boa
para molhar a terra,
dar vida as plantas,
limpar a alma,
varrer nossas tristezas,
renovar nosso animo,
e trazer novas esperanças
de um novo amanhacer,
mais bonito,
mais explendido
e mais iluminado!

Carina Freitas da Rosa

sábado, 2 de agosto de 2008

Recordações

Ansiava por sua chegada. Nada mais fazia senão esperar. Nada mais realizava, nada mais via. Só sentia aquela vontade imensa de tê-la nas mãos. Corri ao seu encontro, quando chegaste foi a maior alegria. Senti o som do palpitar em meu coração a cada passo mais perto de ti. Não podia mais conter as lágrimas a rolar e a vibração de minha alma retumbar. Perdi os sentidos. Já não importava o tempo que não existia mais. Eramos apenas tu e eu na imensidão do universo, iluminados pelo céu estrelado.
O encontro que se sucedeu foi como puro êxtase, enquanto suavemente passava minhas mãos pelo seu corpo nu definhado pelo tempo. Já haviam se passado tantos anos. Mal dava para ver as linhas, antes, perfeitas. E em cada dobra das rugas em sua face guardam recordações de um passado remoto de ardor, paixão, calor e amor.
As palavras ditas, as palavras não ditas. As brigas, os carinhos, as confidências. Tudo agora é passado. E neste instante me recordo de todos os momentos, de uma lembrança remota há quase esquecida, há quase perdida, onde neste momento restauro, com emoção nos olhos, e sentindo uma vez mais a flor abrochar em meu coração.
Momentos felizes de prazer, guardei para sempre comigo no fundo de meu ser, nos sonhos abstratos, nos recortes antigos, nos cofres do coração, onde o tempo e a memória nunca apagarão.

Carina F. da Rosa